quarta-feira, 3 de março de 2010

Polysom volta a atuar no mercado de vinil



Depois de três anos desativada por problemas de gestão, a fábrica Polysom decidiu voltar ao mercado de vinil. Comprada pelos proprietários da Deckdisc em abril do ano passado, a única fábrica de vinis daAmérica Latina passou por uma grande obra e já começa a operar atendendo todos os selos e gravadoras do continente.

"Não me conformava com o fato de estarmos entre os dez países que mais vendem música e simplesmente não termos uma fábrica de vinil. Então decidi assumir o risco", explicou João Augusto, proprietário da Polysom, em entrevista ao site da
Rolling Stone Brasil.

No entanto, João sabe sobre as dificuldades de aquecer o mercado de vinis no país: "Temos que lutar contra o ceticismo e o alto custo dos impostos. Há uma grande batalha pela frente".

Tal otimismo ele busca, contraditoriamente, na crescente tecnologia que envolve o meio musical, acreditando "que o vinil possa ter espaço justamente pelo [
fato de o] mundo estar tomado pela tecnologia. No meio disso, há ainda quem procure por romance, tradição e saudosismo". João revelou que a ideia é se voltar para os jovens.

Os primeiros lançamentos da Polysom serão quatro títulos da Deckdisc: Cinema (Cachorro Grande), Onde Brilhem os Olhos Seus (Fernanda Takai), Fome de Tudo (Nação Zumbi) e Chiaroscuro (Pitty).

Pitty em vinil

A banda da cantora Pitty se prepara para lançar Chiaroscuro em versão LP, na próxima sexta-feira, 5, em show realizado no Circo Voador, Rio de Janeiro.

Chiaroscuro foi o primeiro vinil fabricado pela Polysom. "Eu adoro o formato, o fetiche, a nostalgia e principalmente o som. LPs são para os amantes da coisa", disse Pitty em nota à imprensa. "É pra quem se delicia com todo o processo: tirar a bolacha da capa, colocá-la no prato e vê-la girar, perceber o barulhinho da agulha quando encosta no disco, levantar pra trocar o lado e absorver frequências sonoras mais encorpadas".


(
@thaays15 )

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